sábado, 21 de novembro de 2015

House Tremere - Capítulo 1 - Parte 2

A Aparição Ponticulus continua possuindo o corpo de Bitiurges, para escrever sua terrível narrativa


O REINADO DE GORATRIX: 1037-1133
 
        Eu vi Goratrix engolir seus receios quando Tremere e os outros conselheiros partiram. Agora ele se regozijava em seu domínio total sobre Ceoris. Ele sempre quis governar Ceoris sozinho. Por qual outra razão  teria devotado tanto de sua própria magia? Enquanto Etrius, ou qualquer outro participante do ritual original habitasse Ceoris, seu poder estaria obscurecido. Eu também habitava Ceoris de certa forma, mas evidentemente o velho e morto Ponticulus não entrava em suas considerações.
        Ele voltou sua fúria para a guerra contra os Tzimisce, cujos exércitos de carniçais mais uma vez avançavam em seus ataques. Estes ataques cresceriam e diminuiriam durante a década seguinte. As criaturas da noite devastariam as capelas mais afastadas, vindo uivar diante dos próprios portões de Ceoris, deixando-a sob cerco. Então os magi desesperados dirigiriam seus poderes enfraquecidos, destruiriam as criaturas com alguma magia terrível e os mandariam latindo de volta para seus refúgios ao norte da Transilvânia. No início eu tive esperanças de que a guerra pudesse mudar as coisas, mas quando o ciclo se repetiu, só encontrei o tédio e talvez uma piada secreta do destino. Talvez você esteja familiarizado com datas, Bitiurges, portanto eu listarei as datas das piores lutas: 1040, 1046, 1062, 1066, 1086 e 1105. Eu não compreendo inteiramente as longas pausas entre os ataques, porque não compreendo a mente dos Tzimisce. De qualquer forma, os magi, durante o período de 1047 a 1061 e de 1067 a 1085, foram capazes de levantar proteções místicas para impedir as criaturas da noite até mesmo de se aproximarem de nossas propriedades. Eles reconstruíram as capelas afastadas neste meio tempo, estocando vis freneticamente para usos futuros. Então as proteções falharam, os exércitos inimigos uma vez mais vieram, e os magi fugiram de volta para a mais poderosa das capelas.
        Muitos dos moradores dentro destes muros foram Abraçados nesta época. Você conhece Malgorzata, a de língua afiada. Você sabia que ela não é uma nobre, mas uma jovem local que Goratrix comprou dos pais camponeses? Ele a tornou sua aprendiz, protegendo-a de seus rivais. Como é comum ocorrer com aprendizes, ela se tornou uma versão mais rude e menos sutil de seu mestre, imitando e exagerando suas características mais visíveis. Sua ousadia e ascensão rápida garantiram poucos amigos, mas a fizeram ganhar a admiração de outros aprendizes. Cinco anos depois de seu próprio Abraço, ela trouxe seu mais intenso admirador, Jervais, para o mundo cainita.
        Uma grande ofensiva Tzimisce veio em 1105. A ofensiva esmagou todas as capelas da Transilvânia próximas a Ceoris. Goratrix lutou contra o chamado do Laço de Sangue, desejando Abraçar todos os magi de Ceoris de uma vez para melhor alistá-los para a guerra. Embora Abraçasse alguns poucos indivíduos, não pôde romper com a influência de Tremere sobre ele já que havia passado muito pouco tempo desde a realização da cerimônia do Laço de Sangue.
    
A CRIAÇÃO DAS GÁRGULAS
 
        Necessitando de uma arma com a qual rechaçar os Tzimisce e seus aliados, Goratrix voltou-se uma vez mais para suas bibliotecas de pesquisa. Com Malgorzata e Epistatia como apoio, ele Abraçou camponeses capturados na intenção de estudar as mudanças ocorridas em sua anatomia causadas pelo processo do vampirismo. Ele reuniu muita informação de seu programa de dissecação de cobaias vivas, mas em 1109 considerou que o estudo de cainitas recém-Abraçados tinha alcançado seu limite. Epistatia, com sua mente nadando em visões sobrenaturais, aconselhou Goratrix a buscar cobaias experimentais mais velhas que ele próprio. Ele teria de capturar alguns cainitas genuínos.
        Goratrix começou a Abraçar não os magi de Ceoris, mas sim seus lacaios, sobretudo os soldados. Veja que isso não contrariava ao pé da letra a ordem de Tremere. Ele mandou seus neófitos em missões suicidas para capturar cainitas mais experientes. Cinco ou seis dúzias deles morreram trabalhando para completar suas ordens. Uns poucos grupos tiveram sucesso, trazendo Tzimisce, Gangrel e Nosferatu furiosos para encarar o bisturi de seu mestre. De 1110 até 1120, as cavernas de Ceoris reverberaram com os gritos de Cainitas mutilados. Um novo nome entra na história agora, um que você reconhecerá: a magi recém-Abraçada Virstânia, que mesmo naquele tempo já estava 75% louca. Foi seu amor distorcido para com as criaturas que eles estavam criando, que as fez maleáveis, infundindo suas mentes com ódio por seus antigos companheiros. A aprendiz mais leal de Goratrix, Malgorzata, impediu os participantes de se entregarem a precipitados vôos experimentais extravagantes, repreendendo-os quando  se esqueciam de que suas vidas dependiam do sucesso do projeto.
        Em 1121, Goratrix revelou o primeiro de sua raça refeita. O primeiro Gárgula foi chamado de Chaundice. Suas características se tornariam típicas de sua espécie, aparência demoníaca, pele pedregosa, garras temíveis e asas de morcego. Mas Goratrix, Malgorzata e Virstania criaram muitos outros tipos de Gárgulas, de design menos eficiente durante estes anos.
        Em 1125, eles haviam criado um número suficiente destas criaturas terríveis para jogá-los sobre seus inimigos. As Gárgulas viraram a mesa da guerra contra os Tzimisce. Eles voaram sobre o campo de batalha, pegando como alvo os poucos vampiros entre a multidão de carniçais loucos por sangue, aterrorizando assim os guerreiros mortais. Eles mergulhavam, agarravam estes vampiros para levá-los voando para Ceoris, onde  também se tornariam matéria-prima para novas Gárgulas.
        Em 1126, Chaundice foi enviada em uma missão e não retornou. Eu presumo que os Tzimisce a encontraram, rasgaram-na em pedaços e descobriram do que ela era feita. Eles nos atacaram com ferocidade renovada logo depois que perdemos Chaundice, nos levando a presumir que reagiram com horror e ódio. (Eu  ouvi Virstania murmurar para seus discípulos Gárgulas sobre uma que escapou e criou sua própria colônia fora do controle Tremere. Eles o chamam de Lorde de Rocha. Pelo que eles dizem, não acho que seja Chaundice, mas talvez seja).

AS PESQUISAS DE TREMERE E ETRIUS:
1037-1133
 
        Tremere e Etrius não estavam à toa durante este quase século de derramamento de sangue. De 1037 a 1121, eles viajaram de uma capela para a outra, conduzindo experimentos secretos que deram origem a sua arte vampírica da Taumaturgia. Eles iniciaram tal trabalho em Ceoris e agora continuavam mundo afora. Eles converteram os feitiços e encantos da magia hermética para um sistema de poder que não dependia de vis, mas da potência sobrenatural do sangue estocado no corpo do vampiro. Os dois apareceram em Ceoris somente para incrementar suas teorias com os resultados atingidos no projeto das Gárgulas de Goratrix. A maior parte das sete primeiras décadas de suas buscas consistiu de trabalho teórico. Progressos de utilidade prática  aparentemente custavam a surgir e eu vi Goratrix usar as propriedades viciantes de seu sangue para escravizar vários magi de modo a serví-lo como seus substitutos no projeto Gárgula e em outros assuntos.
        Tremere e Etrius passaram os vinte anos finais encontrando feitiços herméticos e rituais que podiam ser convertidos em magia de sangue e traduzindo-os em fórmulas taumatúrgicas. Talvez, Bitiurges, você possa levantar em conversas os nomes de magos como Gyrus, Tabellarius, Decorar e Cautus. Veja quais reações seus nomes provocam. Eles foram escravizados por nossos supostos superiores, usados como burros-de-carga mágicos, e então mortos, seus cérebros e corações dissecados para a obtenção das informações que Tremere pensava ser possível de se encontrar neles — sem qualquer propósito útil, pelo que pude perceber.
 
A CAÇA
  
        Em 1121, conhecendo o sucesso de Goratrix na criação das Gárgulas, eles se sentiram prontos para seguir as várias pistas e referências na literatura do vampirismo. Acompanhados por algumas Gárgulas, eles perambularam através dos cantos escuros da Europa, algumas vezes posando como vampiros de outros Clãs (Aqui eu dependo novamente de conversas ocorridas em Ceoris, cujos limites não posso ultrapassar). Eles descobriram mais fatos fundamentais da existência vampírica. Descobriram que poderiam aumentar seus poderes bebendo o sangue mais próximo ao de Caim, o primeiro vampiro (Sim, Caim o primeiro assassino). Tremere testou imediatamente esta teoria, matando um vampiro mais velho em Roma e consumindo sua vitae. Tão logo soube que uma hierarquia existia, Tremere trabalhou fervorosamente para achar a posição mais alta e derrubar quem quer que a ocupasse. De 1126 a 1132, ele e Etrius rastrearam os antigos vampiros conhecidos como Matusaléns. Sempre que encontravam um, planejavam cuidadosamente um ataque, convocando os outros Conselheiros de seus postos para juntarem-se ao ataque. Através desse método aumentaram o poder de seu próprio sangue, e por conseguinte reforçavam a potência de sua Taumaturgia.

A PRÓXIMA Depravação
 
        No lamentável estado em que Etrius e os outros me condenaram, minha percepção não vai mais longe do que meus próprios muros, Bitiurges. Eu não sei o que os monstros a quem outrora chamei de colegas, fizeram quando estiveram longe de mim, portanto o próximo capítulo nesta lamentável história será apenas de conjecturas. Do que eu pude perceber, a caça por anciões vampiros levou Tremere a querer encontrar uma criatura que chamava de Antediluviano. Esta coisa era um pai dos vampiros, fundador de uma das grandes linhagens das crias do inferno. Tremere quis este poder para si, e eu só posso presumir que com ele seria possível a Tremere estabelecer sua superioridade entre os vampiros.
        Etrius e Tremere viajaram de maneira ampla e para longe. Eu imagino que suas jornadas renderam frutos nas terras agora controladas pelos Muçulmanos. Eu ouvi rumores de que eles estavam procurando o refúgio do próprio Set, vil deus do Egito antigo e um pai de vampiros. Mesmo que isso seja verdade, não o puderam encontrar. Ao invés disso, em 1133, Tremere convocou o Conselho dos Sete até ele e eu ouvi Goratrix relatar que seu mestre tinha encontrado a tumba de uma criatura chamada Saulot. Possuindo o terceiro olho da sabedoria, este antigo vampiro era o pai de uma linhagem de criaturas chamadas Salubri. Goratrix saiu com esperança de um novo poder. Ele não retornou de mãos vazias, nem sozinho. Todo o conselho chegou, com o corpo prostrado de Tremere sendo carregado. Alguns estavam fluindo com novo poder, outros enfurecidos com a tolice do excesso de confiança. Goratrix permaneceu em silêncio, mas andava com um novo ódio em seus passos.
        Eu não sei exatamente o que aconteceu, Bitiurges. Parece que Tremere bebeu o sangue de Saulot e o matou. Agora ele tinha o poder dos antigos, mas ficara propenso a sonos profundos, misteriosas mudanças de personalidade e até em sua forma física. Tremere já foi um homem, já foi um vampiro. Agora é um monstro das  lendas. Ninguém parecia preparado para este resultado e tenho ouvido alguns rumores de que eles previram a queda da Casa Tremere quando o mesmo cometeu este novo crime.
        Encontre a verdade se você puder Bitiurges, mas tenha cuidado.

DESDE 1133
 
        Durante um período em que esteve acordado em Ceoris, Tremere definiu o desenvolvimento futuro do clã que leva seu nome. LeDuc, mestre da desenvolvida Capela de Paris, deveria viajar para o leste para procurar mais pistas dos eventos que se desencadearam. Ele aparentemente caçaria os Salubri e seus segredos. Goratrix deixaria de ser Lorde de Ceoris e iria para a França tomar os salões parisienses. O leal Etrius tomaria Ceoris, cuidando para que o descanso de Tremere não fosse perturbado.

A FÚRIA DE GORATRIX
 
        Goratrix conteve sua fúria apoplética até chegar em suas câmaras, onde eu o vi desabafar na presença de Malgorzata e Jervais. Foi ele, Goratrix, quem tinha salvado a Casa criando as Gárgulas e expulsando as criaturas da noite! Foi ele quem havia sacrificado sua essência mística para construir Ceoris. Ceoris supostamente sempre foi dele! Sua força seria fragmentada se ele não a ocupasse! O covarde Etrius tinha lhe passado a perna no fim das contas. Aquele lacaio sabia que a real posição de poder estava a direita de Tremere. Que contribuição ele havia feito? Certamente convenceu Tremere a tomar Ceoris dele. Que faca nas costas aquilo representava! Que renúncia ao valor de tudo que Goratrix tinha feito! Etrius tinha estado ali meramente para bajular Tremere, para atender seus caprichos. Etrius não tinha feito nada, mas ganhou tudo!
        Goratrix pegou uma espada na parede e disse que desceria o corredor até a câmara onde Tremere estava e tomaria sua vida tal como Tremere havia tomado a de Saulot. Mas então uma mudança de expressão caiu sobre sua face; eu estou certo que foi mais do que uma ilusão da luz tremulante da vela. Algumas vezes, quando me recordo do momento, acho que ele deve ter sido subjugado pelo amor a Tremere, como demanda o laço de sangue. Contudo é igualmente provável que ele tivesse aversão a trazer diretamente para si qualquer maldição que tivesse se apossado de Tremere na tumba de Saulot. Ao invés disso, contou para Malgorzata que iria para França e encontraria um meio de fazer da capela de Paris o que Ceoris deveria ter sido. Etrius seria governante apenas em nome, ele disse. Ela teria de governar secretamente, conspiratoriamente. Embora fosse verdade que eles queriam proceder de forma mais rápida, e que Etrius era tímido e muito cauteloso, ela nunca deveria esquecer a verdadeira importância da disputa. Era sobre dois homens, Goratrix e Etrius, e sobre a repugnância mútua entre eles. Goratrix sentia um ódio tão grande que qualquer um poderia se abrigar sob suas emanações e se fortalecer com ele. Obrigar a lealdade de terceiros a um homem, isso é um engano, disse Goratrix, porque os homens falham com você. Eles o surpreendem. Eles hesitam. Mas entregue sua alma ao ódio e você crescerá e ganhará força. Ele foi realmente muito comovente. Eu mesmo posso ter caído na situação que ele citou, tendo meu próprio ser já há muito se consignado ao ódio — um ódio que o inclui como um de seus principais alvos.
 

UMA VELHA RIVALIDADE REASCENDIDA
  
        Goratrix levantou acampamento e foi para a capela de Paris, da qual lançou um distante jogo de xadrez  contra Etrius. Ambos usaram meios taumatúrgicos de comunicação para recrutar aliados. Malgorzata manteve Goratrix informado acerca dos eventos ocorridos dentro destes muros. Sem que ela soubesse, seus relatórios também me mantiveram bem informado. Eu prestei atenção com a mordaz tranquilidade que o tempo me ensinou a cultivar.
        Eu observei como Malgorzata, mais encantadora do que Etrius, ganhou a empatia de muitos neófitos para a facção conspiradora de Goratrix. Goratrix se movia cuidadosamente, porque Tremere mostrava agora pouca tolerância com a rixa. Em 1140, um dos novos peões mais efetivos de Goratrix, Misia Gies, atraiu a atenção de Tremere; eu ainda não estou certo do que ela fez. Ele a convocou aqui. Meses depois, ele terminou com ela e a mandou de volta a Paris, com sua consciência totalmente apagada. Goratrix, eu posso imaginar, viu isso como um aviso de seu mestre e cedeu o campo de batalha para Etrius.
        O modo como Goratrix pensa é tão familiar para mim que às vezes acho que o ouço sussurrando em meu ouvido. Até que surja um momento mais propício para um confronto, ele irá esperar, acumulando poder. Eu sei que ele andou abraçando, ou talvez fazendo de carniçais, cortesãos na corte do Rei Luis VII da França. Ele contou a Malgorzata que acha a politicagem mortal intrigante. Afinal ela se mostra excitante já que as coisas acontecem rápido devido ao curto período de vida mortal. Em seguida, descobriu que outros cortesãos eram brinquedos de Clãs vampíricos que conhecia apenas vagamente. Ele entrou nesse mundo e forjou alianças com os Clãs vampíricos. Ele obteve sucesso especial com os Clãs Lasombra e Capadócio. Você cruza com seus enviados, Bitiurges: Giacomo Guicciardini e Margaret Vasa, convidados freqüentes da Casa Tremere, são na verdade enviados vampíricos ao Clã Tremere. Eles começaram a vir para cá no início de 1150.
        Etrius não poderia permitir a Goratrix superá-lo como manipulador. Em 1155, ele provou sua habilidade para intriga recrutando o primeiro desertor de outro Clã de vampiros: Dauud o Copta, anteriormente um seguidor do deus serpente do Egito, Set. Etrius também reconstruiu e defendeu agressivamente as capelas afastadas. Os magos mortais clamaram para que ele retomasse as capelas mais ricas em vis. Embora os garantisse que faria isso, na verdade estava construindo capelas em locais estratégicos. Elas eram fortalezas em tudo menos no nome. Ele contratou mercenários e bandidos que usavam as capelas para aterrorizar as populações dos vilarejos Tzimisce. Elas também eram usadas como base para as expedições de caça quando os vampiros precisavam de novas presas.
  
A INFINDÁVEL GUERRA CONTINUA
 
        A tediosa balança da guerra com os outros Clãs vampíricos da Transilvânia continuou. 1169 foi um ano especialmente ruim para os ataques Tzimisce, e 1176 foi ainda pior. Foi então que um novo campeão Tzimisce, Ioan, tomou o comando de seus exércitos. Descobri pouca coisa deste Ioan, sei apenas que é um habilidoso general. Durante suas primeiras campanhas, esmagou muitas das capelas afastadas e desencavou espiões infiltrados.
        Agora ele continua a fazer lentos e contínuos avanços contra os Tremere. A situação é pior do que lhe contam. Você sabe que as capelas remotas novamente jazem em ruínas. Mas você não sabe que as proteções originais falharam. É a magia de sangue dos vampiros e não os rituais Herméticos de seus colegas, que impede os inimigos de atravessarem como enxame, o meu portão principal.
        Muito abaixo de você, onde na maior parte do tempo sofre o tormento do meio-sono que os vampiros chamam de torpor, Tremere sonha e profetiza. Passo muito de meu tempo perto de seus lábios, tentando encontrar sentido de seus murmúrios. Ele declara que seu Clã um dia olhará para trás para estes tempos desesperados, numa posição de poder inimaginável em que o mundo inteiro prestaria deferência sem igual a ele. Eu posso ver a dúvida nos olhos até mesmo do bajulador Etrius. Quando Ioan recua, os vampiros Tremere retomam suas intrigas uns contra os outros. Eles são ratos presos juntos numa jaula.
        Você também está nesta jaula, Bitiurges. Agora que sabe disso, você precisa agir. É muito tarde, mas talvez nem tanto. Sua mão está cansada, e eu o sinto combatendo meu controle. Eu extrapolei minha estadia. Talvez amanhã à noite eu volte e conte mais. Claro que você não deve deixar ninguém ver isso até que nós tenhamos decidido o que você deve fazer com esse conhecimento.

Ponticulus

Fonte: House Tremere págs 25 a 28

Divulgue o Blog para que ele cresça cada vez mais.

Abraços

Acodesh

5 comentários:

Rafael disse...

Olá,

Poderia arrumar a cor da fonte ?

Abraços

Luk Ygnos Maxuel disse...

Ops! hehe.
Fonte já arrumada. Vlw Pelo aviso.

Guilherme Meireles disse...

Gosto muito desse blog. Parabéns.

Luk Ygnos Maxuel disse...

Obrigado amigo.
Se gosta, inscreva-se no blog e nos ajude a divulgá-lo

Abraços

Luk Ygnos Maxuel disse...
Este comentário foi removido pelo autor.

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