segunda-feira, 10 de agosto de 2015

Helena - Matusalém Toreador

By Acodesh

Helena (Portia)

     No século XIII antes de cristo, Helena era a mais bonita dentre as mulheres de Acaia. Sendo a filha preferida do rei da cidade costeira de Argos, adorada por seu pai e amada por seu povo, sua vida era perfeita. Mas então Minos veio fazer-lhes uma visita. Minos era um homem antigo e horrendo, e que imeditamente se apaixonou por Helena. Helena o desprezava, bem como a seus modos noturnos. Ela disse a seu pai que queria o homem expulso da cidade, apenas para ver os olhos de seu pai petrificarem enquanto respondia que ela haveria de se casar com o homem. Chocada, Helena fugiu do palácio em sigilo, levando consigo apenas uma criada.
     As duas fugiram para o sul ao longo da praia do mar Egeu. Depois de algumas horas, ambas caíram de exaustão e adormeceram numa gruta. Helena acordou ao amanhecer, e alguém estava de pé diante dela. Era o príncipe Prias,  o homem mais bonito que já havia conhecido. Ele facilmente a convenceu a fugir para sua cidade, na Ásia menor, onde estariam a salvo de Minos.
     Por 10 anos Helena viveu feliz com a família de Prias, uma das casa mais nobres daquela parte do mundo. Contudo,  Minos a rastreou. As terríveis suspeitas de Helena de que Minos não era humano se mostraram corretas. Parecia que nada seria capaz de derrotar o antigo vampiro enquanto este destruía o lar ancestral de Prias a procura da princesa que havia escapado de seu domínio. Prias e seus irmãos lutaram bravamente, mas eram como formigas diante de um elefante. Minos os derrotou, pausando somente o tempo necessário para lançar Prias através de uma parede. O vampiro em seguida capturou Helena e a levou de volta para a Grécia.
     Minos havia há muito decidido transformar Helena em vampiro para que governasse Argos a seu lado. Entretanto decidiu puní-la primeiro pelos problemas que havia causado, de uma maneira que o daria satisfação. Acorrentando-a na cama de seu pai, ele alimentava-se dela todas as noites, retirando sangue numa quantidade levemente superior a que seu corpo era capaz de repor, prolongando assim sua agonia por meses. Na noite em que drenou a última gota de seu sangue, Minos o substituiu com um pouco de sua própria vitae e a deixou trancada junto com seu pai idoso. Em seguida ficou do lado de fora esperando pelos gritos de agonia que saberia que ouviria quando o primeiro frenesi terminasse e Helena descobrisse quem havia acabado de matar.
     Sua força de vontade cedeu, Helena permitiu que Minos arranjasse um casamento entre eles, e ao término da cerimônia chegou até a colocar a coroa na cabeça do vampiro. Juntos se tornaram os monarcas de Argos. Helena veio a aceitar – e por fim deleitar-se – de sua nova condição, mas desprezava o fato de ter que compartilhar seus prazeres com Minos. Com o passar dos anos ela buscou uma forma de matá-lo, e por fim viajou para Delphi para perguntar ao oráculo como fazê-lo. Lá ela descobriu que beber o sangue de seu atormentador poderia tanto destruí-lo, bem como torná-la mais poderosa - mas foi avisada de que poderia destruir também o que havia restado de sua alma.
     Embora estivesse começando a confiar mais em Helena, Minos ainda a mantinha sob Dominação, o que a impedia de executar sua vingança. Então, depois de 13 anos, Prias retornou. Com um grupo de soldados, surpreendeu os vampiros no momento em que estes se preparavam para dormir durante o dia. Prias cravou sua lança de madeira profundamente no peito de Minos. Como o vampiro estava paralisado, Helena pulou na garganta de seu senhor. Ela bebeu fartamente, e sentiu o novo poder fluir através de si quando absorveu a última gota de sangue.
     Ela e Prias viveram felizes em Argos até que Helena percebeu que o seu outrora belo amante estava envelhecendo. Ela ofereceu-lhe o abraço, mas Prias recusou-se. Então ela o disse que ao beber seu sangue ele ganharia a imortalidade sem ser amaldiçoado tal como ela o era. Ele aceitou e ambos permaneceram juntos felizes por séculos.
     Por fim ambos deixaram Argos e começaram a viajar pelo mundo civilizado. Eles chegaram em Cártago na época em que os Brujah estavam elevando a cidade para o momento de maior glória, e se fascinaram com seu esplendor. Eles estavam lá quando Cártago atraiu a inimizade dos anciões que governavam Roma.
     Inicialmente Helena e Prias lutaram a favor de Cártago, mas logo perceberam a futilidade de seus esforços. Juntos, saíram da cidade e foram para Roma, onde deram aos Ventrue as informações necessárias para destruir a cidade. Em troca, Helena recebeu o feudo de Pompéia, onde residiu feliz por acreditar que não possuía inimigos no mundo.
     Infelizmente para Helena, um Brujah de 4ª geração sobreviveu ao massacre de Cártago. Meneleus logo descobriu a traição de Helena e jurou vingança por seus sonhos despedaçados e amigos assassinados. Ele a rastreou até Pompéia, onde invocou um espírito de fogo para destruí-la. Meneleus rapidamente perdeu o controle sobre o espírito e precisou fugir da cidade pois o fogo também estava caindo sobre ele – Meneleus acreditou tê-la destruído. Helena, entretanto, conseguiu sobreviver com a ajuda de Prias. Juntos eles fugiram para o Egito, onde planejaram sua vingança.
     E foi assim pelos próximos 1300 anos. A existência se tornou uma longa batalha contra seu antigo inimigo, uma batalha que nenhum dos dois parecia ser capaz de vencer. Finalmente, Helena e Prias deram um golpe quase fatal em Meneleus na Espanha. O nascer do sol foi a única coisa que os impediu de dar cabo do Brujah, mas ambos acreditaram que o sol faria o resto do trabalho por eles.
     Contudo, no dia seguinte, não havia sinal do Brujah. Por quase um século Helena e Prias procuraram, mas não encontraram nenhum vestígio de Meneleus. Ao menos uma vez, Helena estava feliz por não saber onde seu rival estava, pois tinha um novo problema com o qual lidar. Ela não mais obtinha sustento do sangue de mortais; apenas a vitae de outros membros era capaz de satisfazer suas necessidades. Em pouco tempo esta limitação evolui para apenas a vitae de cainitas fêmeas, embora tenha percebido que o sangue destas a nutria muito mais do que qualquer sangue mortal já havia feito.
     Subitamente, a percepção de Auspícios de Helena rastreou traços de Meneleus do outro lado do oceano. Maravilhada com a idéia de existir uma terra do outro lado do oceano, ela rapidamente manipulou o império espanhol  para que enviasse exploradores para o oeste. Uma vez que confirmou a existência do novo mundo, ela (junto com Prias e várias progênies femininas que criou) se juntou à expedição de Hernan Cortez. Chegando ao novo mundo, Helena perdeu o rastro de Meneleus. Rumores dos nativos indicavam que ele poderia ter buscado refúgio entre os Astecas. Com a ajuda de Cortez, Helena destruiu aquele império – e em seguida, com outras ferramentas, destruiu os Maias – apenas para não encontrar qualquer sinal de seu inimigo. Em seguida Helena soube da existência dos Incas. Desta vez ela se aliou a Pizarro e juntos destruíram mais uma civilização indígena. Meneleus de fato estava lá; ele seus aliados Incas provaram não estar a altura da tecnologia superior dos espanhóis somado com a horda de progênies de Helena. Meneleus por muito pouco conseguiu escapar com sua não vida, e fugiu para o norte.
    Helena continuou procurando por ele durante muitos séculos, e finalmente o encontrou escondendo-se entre os Pueblos. Ele fugiu sem nem mesmo dar combate, e Helena começou a sentir o cheiro da vitória. Ela iniciou a perseguí-lo através da América do Norte, mas teve dificuldade para encontrá-lo entre as muitas tribos.
     Finalmente, em 1820, os rivais se encontraram nas planícies de um lugar que hoje é chamado de Kansas, e Meneleus novamente foi forçado a fugir. Novamente ela o rastreou, e no processo se aliou às forças armadas dos Estados Unidos. A próxima luta foi no Forte Dearborn, onde por alguns momentos parecia que Meneleus poderia vencer. Tendo como aliado o chefe indígena Falcão Negro, Meneleus quase mostrou ser páreo para Helena e seus aliados de vestes azuis.
     Por fim, os dois matusaléns se engajaram num combate corpo a corpo, trocando entre si golpes devastadores. Ao fim do combate ambos ficaram incapacitados. Prias levou Helena para um lugar seguro debaixo do Forte Dearborn, onde esta caiu em torpor.
     Mesmo em torpor, Helena usava suas disciplinas de auspícios e dominação para lutar contra Meneleus. Inicialmente ela estava confiante na vitória, pois controlava os soldados no Forte. Mesmo quando colonos começaram a povoar a área, Helena permaneceu absoluta o controle. Depois da guerra civil, Helena percebeu que o poder militar na área estava enfraquecendo e que o controle civil estava aumentando. Ela voltou sua atenção para a cidade em crescimento, apenas para descobrir que Meneleus já havia começado a agir no lugar, e que agora controlava o príncipe.
     Procurando com afinco por um peão adequado neste novo jogo, Helena encontrou Lodin por acaso. Em seguida fez com que diversos malkavianos de Chicago iniciassem o incêndio que destruiu muitos dos peões de Meneleus. Com estes fora do caminho, Lodin derrotou o príncipe Maxwell e o fez correr da cidade. Com o seu próprio príncipe no poder, Helena preparou-se para encontrar o corpo de Meneleus e destruí-lo. Contudo, batalhas sucessivas entre os membros, a maioria das quais incitadas por Meneleus ou pela própria Helena, frustraram estes esforços.
     Agora o jogo havia mudado novamente. Desde 1990, quando saiu do torpor, Helena esteve recuperando suas forças para matar Meneleus pessoalmente. Então, em 1993, os lupinos atacaram.
      Seu refúgio foi um dos primeiros alvos, e Helena estava certa de que os lobisomens estavam sob controle de Meneleus. Ela sobreviveu a seus terríveis ataques ao clube Succubus, mas Prias foi morto. Ela retornou e tomou o comando do clube, embora este não fosse mais o seu refúgio principal. Helena está ativamente procurando pelo local de descanso de Meneleus; caso encontre, atacará com todos os recursos a sua disposição – algo que não permitirá a sobrevivência da máscara. Helena também começou a procurar os membros sob o controle de Meneleus, e planeja beber-lhes o sangue em breve.

Senhor: Minos
Natureza: Conspiradora
Comportamento: Bom Vivant
Geração:
Abraço: 1207 BC
Idade aparente: 25 anos
Físicos: Força 7, Destreza 8, Vigor 6
Social: Carisma 8 , manipulação 8, Aparência 8
Mentais: Percepção 7, Inteligência 6, Raciocínio 6
Talentos: Atuar 6, Prontidão 6, Briga 7, Esquiva 7, Empatia 3, Intimidação 5, Liderança 5, Sedução 6, Subterfúgio 6.
Habilidades: Etiqueta 8, Armas de Fogo 2, Armas Brancas 5, Musica 4, Furtividade 3, Sobrevivência 3
Conhecimentos: História 5, Linguística 5, Ocultismo 5
Disciplinas: Animalismo 1, Auspícios 7, Rapidez 5, Dominação 8, Fortitude 5, Ofuscação 5, Potência 4, Presença 5, Taumaturgia 4 (Movimento da mente 3, Controle Elemental 3)
Antecedentes: Contatos 8, Influência 4, Recursos 4, Lacaios 8, Status 6
Virtudes: Consciência 0, Autocontrole 5, Coragem 5
Humanidade: 3
Força de Vontade: 10

Observações: O primeiro nível extra de auspícios permite que Helena tenha uma perspectiva mística sobre uma vasta área, tal como se estivesse num local alto pairando no ar e olhando para baixo. O segundo nível a permite descobrir a localização de qualquer um que conheça (role um número de dados igual a pontuação de Percepção - Dificuldade 5 + nível de ofuscação do alvo – dificuldade máxima 10). Seus níveis adicionais de Dominação a permitem: usar Dominação sem contato visual desde que conheça a localização da vítima; bloquear as tentativas de Dominação de terceiros sobre suas vítimas (adicione 3 na pontuação de Força de Vontade para o propósito de resistir a novas tentativas de Dominação até que tenham completado a tarefa ordenada por Helena – algumas vezes a tarefa não tem prazo determinado de conclusão); e dominar um grupo de pessoas (para cada sucesso extra que atingir em relação à quantidade necessária, Helena poderá rolar um dado para dominar outra pessoa)

Imagem: Ela é uma das mais belas criaturas do planeta

Dicas de Interpretação: Você é a melhor dos melhores – aja de acordo

Refúgio: a capela Tremere

Segredos : A+


Influência: Helena é, com folga, o indivíduo mais influente de Chicago. Ela possui grande influência sobre os anciões, anarquistas, sobre o sabá, os Tremere e muitos outros. Ela administra o clube Succubus, que agora funciona como o ponto de encontro mais frequentado pelos anarquistas. Os dois Ventrue na liderança, Ballard e Capone, cumprem a vontade de Helena. O novo grupo Sabá em Chicago segue suas ordens, e o líder Tremere fará quase qualquer coisa que ela deseje. Alguns membros de Chicago já perceberam que ela é muito mais do que alega ser, especialmente levando-se em consideração sua grande beleza, mas poucos sabem quão poderosa ela é.

Chicago by Night págs 109, 110 e 111

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