quarta-feira, 1 de maio de 2013

Rituais - Libellus Sanguinis I


Traduzido por Acodesh
Págs 62 e 63 do Libellus Sanguinis I

Rituais Koldúnicos


Hospitalidade (Nível 1)
Este é um simples Ritual Koldúnico, mas de grande importância. Este ritual, realizado durante a noite, permite ao Tzimisce “despertar” os espíritos em seu refúgio. Estes espíritos se manifestam em objetos, que assumem senciência e individualismo, apresentando frequentemente personalidades únicas no processo. Assim, o portão de um demônio pode falar com o vampiro com uma voz rangida, reclamando sobre o peso do castelo em suas pedras angulares. Um espelho pode sentir uma secreta admiração pelo vampiro, enquanto um chicote pode estalar de alegria e implorar para ser usado nas costas de uma vítima.
O Tzimisce pode silenciar qualquer um destes espíritos, que geralmente são servis. Entretanto se forem maltratados (Ou tratados com polidez por um intruso), os espíritos podem deixar de avisar o Demônio a respeito de intrusos em seus domínio (que é a principal função do ritual).

Conjurar Demônio Menor (Nível 3)
De forma simplista, este ritual permite ao feiticeiro evocar um dos demônios menores que assombram as terras eslavas. Estes “demônios” não possuem ligações com criaturas infernais; são mais similares a espíritos reverenciados por lobisomens. Estes “demônios” não tentam estabelecer pactos, a relação entre feiticeiro e demônio é semelhante a de mestre e vassalo (embora um vassalo altamente malicioso). Todos os demônios eslavos possuem nomes que precisam ser aprendidos pelo feiticeiro, e todos precisam estar sob “juramento” ao aceitar um ponto de sangue do feiticeiro. Um koldun pode “reter” um número de demônios igual a sua pontuação de Carisma ou Intimidação (o que for mais alto). Os Demônios não estão “laçados” ao feiticeiro. Ele precisa adulá-los (ou mais provavelmente intimidá-los) para que cumprar suas tarefas.
Um demônio eslavo menor pode se apresentar em virtualmente qualquer forma; muitos tomam a forma de animais comuns, embora alguns se apresentem em formas anormais. Use as estatísticas de demonhounds ou incubus do capítulo 9 de Vampiro: idade das Trevas. Narradores que possuam o livro Lobisomem: O apocalipse, também podem a seu critério, podem assinalar aos demônios eslavos quaisquer dos diversos poderes espirituais deste livro.

O Puxão interno (nível 5)
Ao contrário da maioria dos rituais Koldúnicos, este não requer sacrifício de sangue ou outros componentes, podendo ser ativado com uma única palavra e um gesto. Este ritual permite ao vovoide, ao realizar uma jogada de Empatia + Manipulação (dificuldade igual a Força de Vontade da vítima) manipular as emoções daqueles sob laço de sangue. Por exemplo, o amor provocado pelo laço de sangue pode ser enfraquecido para luxúria, e em seguida para devoção fraternal. Este ritual pode inclusive ser usado para torcer um laço de sangue em temor, ódio ou outras emoções negativas.

Conjurar Demônio Maior (Nível 5)
Este ritual é similar ao Conjurar Demônio Menor, exceto pelo aparecimento de uma entidade do Velho País. Tal ser geralmente não é passível de intimidação, precisa ser adulado para servir e não terá escrúpulos em destruir o feiticeiro se sua oferta não for de seu agrado. Por esta razão raramente os koldun usam este ritual.
Tal como demônios menores, os demônios maiores tem nomes individuais e podem assumir qualquer forma. Os narradores devem usar o modelo de servo guerreiro ou tentador da página 268 e 269 do livro Vampiro: Idade das Trevas e assinalar poderes adicionais como desejarem.

Criar Vozhd (Nível 6)
Este ritual, combinado com vicissitude, permite ao executor crtiar um Vozhd guerreiro (Veja o Livro de Segredos do Narrador - Livro Traduzido por mim e uns poucos amigos - clique aqui para baixá-lo - para as estatísticas da criatura). O Tzimisce precisa reunir um considerável número de carniçais – pelo menos 15, embora 20 ou mais sejam comumente usados. Os carniçais podem ser humanos ou animais, e todos precisam ser alimentados a força com uma mistura do sangue de todos os carniçais (um ponto de sangue da mistura é o suficiente). Uma vez que isto tenha sido feito, o ritual começa.
O ritual consiste num canto contínuo, que o demônio precisa proferir enquanto usa Vicissitude para fundir os carniçais numa criatura composta. O Tzimisce executante do ritual não precisa ser o escultor do Vozhd, embora  a maioria prefira pelo menos participar do processo. O ritual demora um número de horas igual ao número de carniçais usados -7, e o executante precisa manter o canto sem interrupções por toda a duração do ritual. Se isto exigir que o Tzimisce fique acordado durante o dia, o personagem precisará fazer uma jogada de Caminho para permanecer acordado.

Dracul (Ritual Nível 9)
Além do pré-requisito óbvio (Feitiçaria Koldúnica 9), o executante deve ter Vicissitude 6+ para poder realizar este ritual; só se sabe de apenas 2 Tzimisce, incluindo o Dracon de Bizâncio que utilizaram este poder. Este ritual imbui o Demônio de energias primordiais do Velho País, transformando o vampiro num terrível dragão.
Sistema:  a força do Demônio Triplica, seu vigor dobra, e ele manifesta um couro escamoso com classe de armadura nível 4. O dragão pode beber sangue normalmente, e também pode optar por consumir a carne de inimigos mortos; um cadáver humanos inteiro (12 Níveis de Vitalidade) pode ser mastigado e comido por turno, desde que o dragão não faça nada além de comer. Para cada nível de vitalidade de carne “digerido” o Demônio pode regurgitar um ácido que inflige 1 nível de vitalidade de dano agravado por ponto investido (máximo de 6 níveis de vitalidade vomitados por vez). O demônio ganha 5 níveis de vitalidade adicionais “Machucado”, mas todas as dificuldades de atingí-lo ficam reduzidas em 1 (ele é enorme).

Nota do Tradutor: BOa sorte para quem for tentar este último Ritual. Ele é realizado (assim como todos os outros rituais dste post) com uma jogada bem sucedida de Inteligence + Hearth Wisdom com dif = nível do poder +4,ou seja dificuldade 13!!!!!

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