sábado, 4 de julho de 2015

Maldição Baali aos Assamitas


E você aí achando que só os Tremeres puseram uma maldição nos assamitas.

Uma sede insaciável

Nossa maior vergonha, nosso maior temor – e nossa maior desgraça. Mesmo com todo o poder dos feiticeiros, não pudemos quebrar a maldição que os Baali lançaram sobre nós quando os expulsamos de Chorazim e os enviamos aos gritos para que encontrassem seus mestres. Um a um, nossos guerreiros caem diante desta loucura, e a cada noite a tarefa de escondê-la se torna mais difícil.

Há meio milênio, os guerreiros assamitas travaram guerra contra os Baali na Terra Santa como parte de seu esforço para apoiar o fortalecimento do islã. Eles enviaram seus peões mortais contra os hereges dos Baali, e enfrentaram os mestres sombrios destes cultos num combate brutal. Os Baali não estavam a altura da fúria dos assamitas, e choveram maldições vazias aos líderes dos guerreiros, conforme recuavam para sua cidade maculada, Chorazin.
Durante o recuo dos Baali, uma tragédia recaiu sobre os guerreiros. Um dos maiores entre eles, o ancião Izhim Abd´Azrael, foi derrubado e levado cativo. Os guerreiros, furiosos além do limite da razão, atacaram Chorazin com força total. Com seu exército mortal em sua retaguarda, sobrepujaram as muralhas da cidade em pouco tempo , chegando ao templo onde os cultistas Baali se preparavam para sua última resistência. Contudo, quando o primeiro guerreiro pisou naquele salão maculado, um fogo negro correu por suas veias, e ele caiu ao chão em agonia. Seus irmãos também foram afetados, os assamitas sofreram perdas dolorosas até que um grupo de feiticeiros liderados pelo próprio Amr, chegou para ajudá-los. As forças assamitas invadiram o templo e resgataram Izhim Abd´Azrael do altar baali onde estava deitado e  estacado, sendo aparentemente a vítima pretendida de um horrível sacrifício.
Somente após Izhim ter se recuperado o bastante para falar, os assamitas descobriram a verdade sobre o que havia ocorrido antes do ataque final. Ele não era o sacrifício, e sim o ponto focal de um ritual que atingia o próprio coração do clã
“assim como vocês têm sede do nosso sangue” – o alto sacerdote disse para ele “também terá pelo sangue de todos, todo o tempo” . Izhim foi a primeira vítima desta maldição, e quase drenou por completo o guerreiro que o ofereceu sangue para que se curasse. Ele estava afetado por uma loucura irresistível, um anseio vindo do fundo da alma, por sangue cainita.

Izhim é de 5ª geração, um dos primeiros guerreiros abraçados depois da queda da 2ª cidade. Ele fora numa ocasião dispensado, mas posteriormente foi readmitido e serviu como Caliph por um curto período antes de sair para vagar pelo deserto. Seu sangue é forte e velho o suficiente para servir como ponto focal de uma maldição que ainda se rasteja pela classe guerreira. A fome lentamente se alastra entre as fileiras sem qualquer padrão racional, tocando tanto neófitos como matusaléns com sua loucura. Até o momento talvez metade da casta já esteja afetada. Muitos viajaram para o leste, até a Índia ou Taugast para que possam estar longe da tentação das cidades européias cheias de cainitas, contudo um número muito maior dá indulgência a sua ânsia, atacando tanto amigos como inimigos. Os feiticeiros se esforçam todas as noites para quebrar a maldição, mas temem que os poderes evocados no ritual são mais fortes do que mesmo eles podem dominar. Com o tempo,  todos os guerreiros assamitas podem cair sob efeito do feitiço, e mesmo o vizir mais sábio pode apenas imaginar o que ocorrerá em seguida.

By Acodesh

Libellus Sanguinis págs 53 e 54

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